Prontus!
Desde que, dois anos atrás, um pateta (hoje alcandorado à catedra de menistro) fez um plano a que chamou "de restauro e resistência" (vulgo PRR), mas que mais honesto teria sido chamar-lhe "de retribuição e redistribuição (pelos de sempre)" que era previsível que devaneios destes acabassem por se ameaçar uma realidade.
Ele é o aeroporto da capital, que dizem estar esgotado, embora isso careça de melhor prova do que o ser afirmado por papalvos a soldo (que falem de questões de segurança, ainda vá, mas não há provas de voos cancelados ou autorizações de aterragem negadas por falta de espaço ou de tempo), e ele é o TGV, isto é, o Transporte dos Grossos Valores (para os de sempre).
Com o aeroporto, é o que se sabe: estudos atrás de estudos (sabe-se lá quem os paga) e a cada um surge uma nova área onde o construir, cada uma delas com mais vantagens e menos inconvenientes que a anterior.
Com os comboios a coisa pia mais fino: antes, a aposta estratégica era a da ligação à rede de alta velocidade do país vizinho (e por essa via, aos países da grande confederação faquioutu), agora, parece ser a de garantir a união nacional e eliminar o bairrismo do Norte, prometendo-lhes uma ligação à capital meia hora mais rápida que as melhores actuais.
Evidentemente, quem paga estes desmandos são os que raramente irão fruir dos mesmos - os minimecos.
Evidentemente, quem manda fazer, não lhe saindo do bolso, não está preocupado com estudos de mercado que analisem a procura e que prospectivem preços de utilização convidativos para potenciais utentes e compensadores para os mais que certos pagadores.
Os micromecos do governo já se comprometem a avançar - coitados, não tiveram no Natal aquele comboio electrico que anos a fio pediram ao pai Natal e agora querem um a sério.
Os outros, os minimecos, apenas abanam a cabeça tristemente... é que entre comboios e aviões, ninguém sai do mesmo (mas ganham-se 30 minutos entre a capital do país e a capital do Norte)
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