Este que vos escreve anda agastado com a falta de liberdade de expressão.
Tudo começou com o advento do
“politicamente correcto”, uma corrente mi-mi-mi muito advogada por fofinhos que
acreditam ser possível pegar num pedaço de caca pelo lado limpo.
No Minicómio, a coisa
adquiriu foros de menção no texto constitucional, o qual proíbe expressamente a
defesa pública de ideais ou organizações conotadas com ideais “fassistas ou de
extrema direita” – uma originalidade democrática que proíbe um extremo, mas não
o outro, de tão má memória mas menor rejeição que o extremo assim proibido.
Começou assim a limitação da
liberdade de expressão, limitação essa tão odiada durante o anterior regime,
mas que pelos vistos era só nesse tempo que era inaceitável.
Posteriormente, o conceito de
expressões e ideias proibidas vem sendo progressivamente alargado, e agora tudo
quanto seja crítico das novas versões de opções sexuais ou dos comportamentos
delas decorrentes, tudo quanto seja crítico de comportamentos ou atitudes associáveis
a minorias, tudo quanto vá contra a nova liturgia sexual, ambiental, social –
que não admite contraditório – é liminarmente proibido.
Tal é o que está a acontecer
na comunicação e nas redes sociais.
Há patetas que aplaudem… até serem, também eles vítimas.
Este blog nasce como fuga a
esse estado de coisas.
Aqui – e até a “polícia de costumes” começar a vir também a estes espaços (por
enquanto livres) – será onde me permito expor as minhas crenças,
independentemente de ferirem ou não a “sensibilidade” de larilas e afins (“larilas”
foi um dos vocábulos que me acarretou acatar “voz de silêncio compelido”, bem
como vários outros associados com a profissão ou acto de fabricar panelas,
mesmo que disfarçados com caracteres especiais introduzidos em substituição de letras
do alfabeto na grafia do vocábulo).
Justificam a coacção com o
argumento da ofensa aos “padrões da comunidade” ou com a ainda mais contestável
acusação de contribuir para o “discurso do ódio” – como se a constatação
simples de factos observáveis no dia a dia e o apelo à imposição da legalidade
seja alguma forma de apelar ao ódio.
Aqui, a única exigência é a
de discutir ideias e não pessoas. Contradizer as afirmações e não contestar
quem as profere. Argumentar e contra-argumentar, ao invés de insultar.
Quem assim aceitar, será bem-vindo.
Aqui, a opinião é livre.
Palavra de minimeco!
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