terça-feira, 6 de setembro de 2022

Da censura (no Minicómio e não só)

 

Este que vos escreve anda agastado com a falta de liberdade de expressão.

Tudo começou com o advento do “politicamente correcto”, uma corrente mi-mi-mi muito advogada por fofinhos que acreditam ser possível pegar num pedaço de caca pelo lado limpo.

No Minicómio, a coisa adquiriu foros de menção no texto constitucional, o qual proíbe expressamente a defesa pública de ideais ou organizações conotadas com ideais “fassistas ou de extrema direita” – uma originalidade democrática que proíbe um extremo, mas não o outro, de tão má memória mas menor rejeição que o extremo assim proibido.

Começou assim a limitação da liberdade de expressão, limitação essa tão odiada durante o anterior regime, mas que pelos vistos era só nesse tempo que era inaceitável.

Posteriormente, o conceito de expressões e ideias proibidas vem sendo progressivamente alargado, e agora tudo quanto seja crítico das novas versões de opções sexuais ou dos comportamentos delas decorrentes, tudo quanto seja crítico de comportamentos ou atitudes associáveis a minorias, tudo quanto vá contra a nova liturgia sexual, ambiental, social – que não admite contraditório – é liminarmente proibido.

Tal é o que está a acontecer na comunicação e nas redes sociais.
Há patetas que aplaudem… até serem, também eles vítimas.

Este blog nasce como fuga a esse estado de coisas.
Aqui – e até a “polícia de costumes” começar a vir também a estes espaços (por enquanto livres) – será onde me permito expor as minhas crenças, independentemente de ferirem ou não a “sensibilidade” de larilas e afins (“larilas” foi um dos vocábulos que me acarretou acatar “voz de silêncio compelido”, bem como vários outros associados com a profissão ou acto de fabricar panelas, mesmo que disfarçados com caracteres especiais introduzidos em substituição de letras do alfabeto na grafia do vocábulo).

Justificam a coacção com o argumento da ofensa aos “padrões da comunidade” ou com a ainda mais contestável acusação de contribuir para o “discurso do ódio” – como se a constatação simples de factos observáveis no dia a dia e o apelo à imposição da legalidade seja alguma forma de apelar ao ódio.

Aqui, a única exigência é a de discutir ideias e não pessoas. Contradizer as afirmações e não contestar quem as profere. Argumentar e contra-argumentar, ao invés de insultar.
Quem assim aceitar, será bem-vindo.
Aqui, a opinião é livre.
Palavra de minimeco!

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