De todas as grandes causas perseguidas e apoiadas pelos minimecos, atrevo-me a dizer que a que desperta mais paixões (em quantidade, em qualidade e em intensidade) é a das alterações climáticas. E claro, como paixão que é (e exacerbada) tem muito pouco de racional e nada de científico, embora os sensíveis apaixonados invoquem a ciência, os cientistas e - claro - os estudos para sustentarem as suas teorias e as respostas aos problemas que elas descrevem.
Evidentemente: uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Dizer que não há alterações climáticas é estúpido. Elas estão aí, são visíveis e as suas consequências são - tantas vezes - dramáticas. Dizer que elas são culpa da actividade humana e que pagando mais impostos o problema é debelado (quiçá, para os mais tarat.... aaaahhhh optimistas, é isso, para os mais optimistas) o problema é mesmo resolvido é ainda mais estúpido.
Contudo, porque as alterações climáticas estão construídas em redor de uma narrativa que diaboliza o modo de vida moderno, e por essa via, tortuosa, mas ainda assim apaixonadamente seguida, se culpabiliza o capitalismo e o grande capital e coiso, as lutas pelo planeta e contra as alterações climáticas conseguem recrutar cada vez mais patet... aaahhhh... ecologistas, é isso, ecologistas, para engrossar as fileiras de tão nobres exércitos.
Ora se há coisa que me aborrece é aproveitarem-se da ingenuidade e da generosidade própria da juventude. Já bem basta a endoutrinação ostensiva imposta pelos programas de ensino e respectivos manuais escolares. Agora arranjarem agitadores para os convencer a "greves contra a emergência climática"???
É giro ver jovens que vão para a escola no carro do papá a protestar contra os efeitos da motorização sobre o clima (o impacto é ridículo - não o dos jovens, embora esse também - o da motorização). Confundirem poluição (que existe e deve ser combatida) com efeitos sobre o clima (que não temos - ainda - forma de combater) não é culpa dos jovens mas sim de quem faz os programas de ensino (e aprova os manuais escolares).
E é ainda mais giro ver que esses jovens são totalmente ignorantes quanto às consequências das medidas que estão a (dizem eles) defender, quer sobre o clima (provavelmente tão nulas quanto aquilo a que tais medidas se pretendem sobrepor) quer sobre o modo de vida das populações (ou seja, também a deles).
Enfim: querem saber de catástrofes climáticas? Preocupem-se! É ver a lista das que estão adiadas (basta lerem a imagem - a lista continua, mas como amostra... basta)

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